Carla da Costa Alves (Graduação em Turismo - UFMG)
Cristiana Gomes Ferreira Lopes (Graduação em Turismo - UFMG)
Elaine Belomo Galetti (Graduação em Turismo - UFMG)
Heveline Oliveira Morais Arruda (Graduação em Turismo - UFMG)
Marina Furtado Gonçalves (Graduação em Turismo - UFMG)
Raul Suhett de Morais(Graduação em Turismo - UFMG)
Solano de Souza Braga (Graduação em Turismo - UFMG)
Mariana de Oliveira Lacerda (Professora do Curso de Turismo – UFMG)
INTRODUÇÃO
A disciplina “Vivência Profissional Complementar” com ênfase na Análise de Destinos Especiais objetiva o fornecimento de noções teóricas e práticas para concepção e construção de diagnóstico turístico regional através de levantamento e análise de elementos do meio biofísico e sócio-econômico.
A principal etapa de pesquisa foi a viagem de campo à região do Parque Nacional da Serra da Canastra, sendo esta prática o foco do trabalho apresentado.
DESENVOLVIMENTO DO TRABALHO
Para a realização da análise da região a turma foi divida em três grupos com enfoques distintos, sendo eles: sócio-político-cultural, físico-natural e econômico.
Primeiramente foi realizada a pesquisa de gabinete através da coleta de informações sobre os aspectos sócio-culturais, históricos, econômicos e ambientais e dados estatísticos.
As aulas expositivas, palestras e seminários constituíram a base para a formulação da pesquisa de gabinete, para a elaboração dos questionários e para a realização da viagem de campo.
O Parque Nacional da Serra da Canastra foi escolhido pela sua beleza cênica, seu grande potencial turístico e outras peculiaridades que envolvem o IBAMA e os municípios e distritos do seu entorno. A viagem foi realizada no período de dez a treze de junho do ano de 2003 abrangendo os municípios de Vargem Bonita e São Roque de Minas e seus respectivos distritos de São José do Barreiro e São João Batista da Serra da Canastra.
A viagem à região estudada proporcionou o contato com o modo de viver da população e o reconhecimento da infra-estrutura, da história e das características naturais levantadas anteriormente pela pesquisa de gabinete. Em campo, foram realizadas pesquisas, entrevistas e registros de informações. Representantes das comunidades locais forneceram o perfil da situação econômica, política, social, natural e principalmente sua relação com o turismo.
APRESENTAÇÃO DA ÁREA
O Parque Nacional da Serra da Canastra pertence ao grupo de unidades de conservação de proteção integral que se destina à preservação de áreas naturais que apresentam grande beleza cênica e relevâncias ecológicas, científicas, culturais, educativas e recreativas. Nos Parques Nacionais são vedadas as modificações ambientais e a interferência humana direta e predatória.
Abrigando a nascente do rio São Francisco, o Parque Nacional da Serra da Canastra foi criado em 1972. Possui esse nome devido à semelhança apresentada pelo imenso chapadão que, ao ser avistado de longe, parece ter a forma de uma canastra ou de um baú.
O Parque localiza-se na região sudoeste do estado de Minas Gerais e a sua área de 71.525 hectares abrange os municípios de São Roque de Minas, Sacramento e Delfinópolis. Situa-se no divisor de águas entre as grandes bacias do rio Paraná e do São Francisco com altitudes variando entre 900 e 1.496m.
ANÁLISE DOS DADOS
Após o tratamento dos dados recolhidos foi constatada uma grande diferença no desenvolvimento do potencial turístico entre os municípios estudados. Vargem Bonita adotou uma política de desenvolvimento turístico bastante articulada e contou como apoio da comunidade e de diversos parceiros como EMATER, SEBRAE e associações. Já São Roque de Minas não possui um plano de desenvolvimento deste setor e tem como agravante os conflitos políticos e a conseqüente desarticulação social.
Há, portanto, a necessidade de integração entre órgãos públicos, privados e comunidade no desenvolvimento de práticas sustentáveis de turismo. O Parque Nacional da Serra da Canastra depende desta organização, da tomada de consciência das populações de seu entorno para ser conservado. A atividade turística já existe e a tendência é que a mesma cresça, portanto faz-se necessário seu planejamento e ordenação no sentido de minimizar os impactos, conservando seus recursos naturais e seus valores culturais com vistas ao bem-estar da população residente.
CONCLUSÃO
A partir das vivências proporcionadas pela disciplina percebeu-se a verdadeira importância do trabalho de campo no processo de desenvolvimento do planejamento turístico.
O trabalho de campo é um importante instrumento para a verificação, atualização e complementação dos dados coletados durante a etapa teórica do planejamento além de proporcionar
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