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22/01/2012 - James Blunt cai nas graças e nos braços do público belo-horizontino
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Foi com a pontualidade característica de sua terra natal que o cantor britânico James Blunt iniciou sua apresentação na capital mineira no último domingo, dia 22 de janeiro, no Chevrolet Hall. O show, último da turnê “Some Kind Of Trouble” no Brasil, foi marcado pela participação ativa do público e pelo clima romântico.
Pouco depois das 19h, James e sua banda, surgiram das laterais do palco e prontamente deram início à apresentação. A lotação relativa do Chevrolet Hall foi compensada pela agitação dos fãs mineiros. Os gritos e aplausos vindos da platéia serviram para empolgar, ainda mais, o cantor, que esbanjou animação durante a interpretação das quatro primeiras músicas do setlist: “So Far Gone”, “Dangerous”, “Billy” e “Wise Men”. Ainda no início do show, o artista interagiu com os presentes, arriscando algumas palavras em um sofrível (e engraçado) português. “Olá, Belo Horizonte! É um prazer ver vocês aqui hoje”, disse. A resposta veio logo depois, com o hit “Carry You Home”, cujo refrão foi cantado, em coro, por grande parte dos casais ali presentes. A versatilidade musical de James também pôde ser percebida na troca constante dos instrumentos tocados pelo músico, que durante a interpretação de “I’ll Take Everything”, sentou-se ao piano e esboçou, com a platéia, uma coreografia com as mãos levantadas. A bandeira brasileira ganhou lugar sobre o instrumento na apresentação emocionante de “Goodbye My Lover”, um dos maiores sucessos do cantor. “Estamos terminando nossa turnê no Brasil aqui em Belo Horizonte. Por isso, dedico essa música a todos os brasileiros”, justificou. Foi, entretanto, durante a interpretação das baladas românticas “High” e “Same Mistake”, que o público confirmou a satisfação em assistir ao show, acompanhando, em coro, o cantor inglês. “Dedico essas últimas músicas lentas aos maridos e namorados que foram arrastados por suas esposas e namoradas até aqui”, comentou, muito bem humorado, pouco antes de dar início à segunda metade do show, que contou com composições com percussão mais agitada. Uma das surpresas da noite aconteceu durante a interpretação de “I’ll Be Your Man”, quando Blunt desceu do palco e se jogou sobre a platéia. Ao final, já durante o bis, o cantor subiu em cima do próprio piano e, abraçando a bandeira do Brasil, fechou a apresentação com “1973” e, logo depois, se despediu do público belo-horizontino. Na opinião do advogado Daniel Caixeta, de 26 anos, a apresentação foi animada e teve um setlist bem escolhido. “Achei muito boa. Conhecia um pouco do trabalho dele, mas passei a gostar ainda mais depois do show”, confessa. A publicitária Izabela Gratarolli, fã declarada do cantor, conta como o conheceu. “Conheci James Blunt por indicação de amigos ingleses, quando morei nos EUA, e, desde então, acompanho o trabalho dele”, relata. Segundo ela, o show se destacou pela escolha do repertório, com músicas calmas e agitadas, e pela ótima acústica. “É o segundo show dele que assisto. Valeu muito a pena. O som estava bem melhor do que em outras apresentações que assisti aqui na casa”, explica. Para o ator Diego Krisp, de 25 anos, a apresentação do artista foi, de certa forma, uma surpresa. “Vim sem expectativas, porque nunca fui exatamente um fã dele. Conhecia as musicas dele somente pelo sucesso que fizeram em novelas, e tinha uma visão do trabalho dele, que, só agora, percebi ser meio preconceituosa, pois só o via como um cantor de ‘musiquinhas’ melosas. O show me mostrou musicas muito interessantes, e bem animadas. Muito diferente do Blunt que achava que ele era”, destaca. James Blunt se apresenta no próximo dia 25, no Festival de Verão de Salvador Veja as fotos da cobertura Por: Vinícius Rocha Local: Chevrolet Hall BH |
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