Eventos

Exposição: “O Imaginário Compartilhado”, de Anna Luiza

Rua Bernardo Guimarães 1600 – Lourdes

Galeria de Arte do BDMG Cultural

Informações (31) 3219-8486

Gratuito

diariamente, de 10 às 18 horas


 

Os artistas Anna Luiza Magalhães, Bertho Freitas, Lamounier Lucas e Rosceli Vita apresentam a exposição coletiva O Imaginário Compartilhado, na Galeria de Arte do BDMG Cultural, de 19 de junho a 19 de julho, diariamente, de 10 às 19 horas. Em comum nas obras, apenas a modalidade gravura, o espaço compartilhado e a possibilidade de desdobramento dos trabalhos individuais de cada participante. A abertura acontece no dia 18 de junho, às 19 horas.

 

“O que define o desejo de artistas que, ao imaginarem uma situação de pertencimento, se propõem a realizar uma exposição coletiva? O interesse decorre de uma continuação de afinidades pessoais ou artistas compartilham questões comuns em suas obras?”. Com esses questionamentos, o professor de artes visuais Rodrigo Vivas apresenta a exposição construída a partir dos trabalhos individuais de cada artista.

 

As gravuras de Anna Luiza Magalhães provocam a imersão em sombras, com rostos que se desligam do imaginário e vão de encontro ao observador. Surge no visitante o desejo de olhar a imagem e o receio de fixar a visão em gravuras pesadas, fortes e carregadas.

 

Já Bertho Freitas trabalha com construções que utilizam nuances entre o cinza e preto e causam a sensação de pedras, paredes, fios e postes. Os espaços criados pelo artista resultam em duplo sentindo, de reconhecimento e estranhamento por não identificar se as cidades são verdadeiras ou imaginárias.

 

Com pinceladas de ironia e comicidade, Lamounier Lucas trafega por um imaginário distinto. O artista trabalha com o deslocamento e sobreposição da sociedade. Enquanto isso, Rosceli Vita constrói croquis que fornecem os primeiros caminhos de um plano arquitetônico. As múltiplas visões se reduzem a um mesmo olhar, que se organiza em um único ponto de vista e traz uma reflexão sobre a viabilidade desses trajetos.  Os trabalhos vertiginosos de Rosceli são traçados por espaços impossíveis, construções prestes a cair e ocupações que parecem desafiar a gravidade.

 

A contradição entre as gravuras apresentadas na exposição proporcionam ao visitante uma dupla interpretação, que se divide na sensação de trabalhos que se complementam ou que provocam ruídos.

 

Foto: Divulgação 


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