Eventos

Espetáculo: Trágica.3

Praça da Liberdade, s/n – Funcionários

Centro Cultural Banco do Brasil Belo Horizonte – CCBB BH

Informações: (31) 3431-9400

R$ 10,00 (inteira) e R$ 5,00 (meia-entrada)

ás 20h - 03 de setembro


 

Construída a partir da releitura de três tragédias gregas – Antígona, Medeia e Electra –, a peça Tragica.3 chega a Belo Horizonte no dia 3 de outubro, no CCBB Belo Horizonte, após grande sucesso de público e crítica em São Paulo e no Rio de janeiro. Com direção e concepção de Guilherme Leme Garcia, a montagem estabelece um diálogo entre teatro, artes plásticas e música contemporânea.

 

No palco, Denise Del Vecchio interpreta Medeia, Letícia Sabatella assume o papel de Antígona e Miwa Yanagizawa dá vida a Electra. Fernando Alves Pinto e Marcello H integram o elenco como Hêmon e Orestes, respectivamente, e executam a trilha original ao vivo. Os figurinos são assinados pela estilista Glória Coelho. A temporada se estende até o dia 26 e outubro, de sexta a domingo, com ingressos a R$ 10 (inteira).

 

O processo de construção da trilogia iniciou-se em 2010, com a criação do elogiado espetáculo “Rockantygona” (vencedor do prêmio Shell de melhor iluminação e eleito, pela revista Bravo!, como um dos melhores espetáculos em cartaz no ano de 2010) e prosseguiu com pesquisas sobre mais duas heroínas trágicas Medéia e Electra.  Trágica.3 apresenta a dramaticidade feminina no seu expoente, ao representar uma renovação audaciosa na dramaturgia da Grécia Antiga, onde as mulheres assumiam um papel secundário e inferior.

 

Desta vez, o grande diretor e dramaturgo Heiner Muller inspirou a criação de mais dois recortes das obras de Sófocles e Eurípedes, escritas por Caio de Andrade e Francisco Carlos.

 

Para compor a trilogia, Guilherme Leme Garcia escolheu “Medeamaterial". O texto, do dramaturgo alemão Heiner Müller (1929-1995), foi escrito a partir de “Medeia”, tragédia de Eurípedes. O diretor encenou essa peça como ator, ao lado da atriz Vera Holtz, na década de 1990. Para outros dois textos, Leme convidou novos autores contemporâneos brasileiros com o intuito de construir um recorte poético a partir de dois clássicos de Sófocles.

 

A releitura de “Antígona” foi feita por Caio de Andrade e “Electra”, por Francisco Carlos. “Eles escreveram dois lindos poemas sobre duas heroínas gregas”, diz o diretor. Tendo como inspiração a obra do artista plástico e iluminador americano James Turrel, a encenação de “Antígona” reúne movimentos ligados às artes performáticas e aos diversos tipos de cânticos e lamentos musicais.

 


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