Eventos

Espetáculo Belle

Av. Afonso Pena, 1537 / Centro

Grande Teatro do Palácio das Artes

Informações:(31) 3236-7400

Plateia I: R$90,00 - Plateia II (Filas AA a KK): R$ 90,00 - Plateia II (Filas LL a NN): R$50,00 (preço único, sem descontos de 50%) - Plateia superior: R$ 50,00 (preço único, sem descontos de 50%)

22 de novembro de 2014, às 21h , 23 de novembro de 2014, às 19h


 

Após turnê pelo Brasil e América do Sul, a renomada bailarina e coreógrafa, Deborah Colker, traz pela primeira vez a Belo Horizonte sua mais nova montagem, “Belle”. O espetáculo, que estreou no Rio de Janeiro em junho deste ano, encerra sua temporada 2014 com duas apresentações na capital mineira, dias 22 e 23 de novembro, no Grande Teatro do Palácio das Artes. Livremente inspirado em “Belle de jour”, livro do escritor franco-argentino Joseph Kessel, lançado em 1928, que serviu de base também para o clássico do cinema “A bela da tarde”, de Luís Buñuel, a montagem reforça a inspiração literária da artista, como aconteceu no espetáculo anterior, “Tatyana”.

 

A leitura do romance seduziu Deborah em 2011, pouco depois da estreia de seu espetáculo “Tatyana”. A temática de “Belle”, porém, está mais associada a outros balés da coreógrafa, como: “Nó” (2005) e “Cruel” (2008). Paixão, amor e desejo são o que movem as duas montagens. E marcam também todos os passos de Belle, acrescidos de doses ainda mais fortes de sensualidade. O erotismo nunca esteve tão presente no trabalho de Deborah. “O ser humano é muito erótico, mas a vida faz com que a gente fique se blindando contra algo que nos pertence”, diz ela, que ressalta ter sempre “interesse por quem anda fora dos trilhos”.

 

Para a coreógrafa, a divisão entre amor e desejo, razão e instinto não diz respeito a uma personagem isolada, mas a qualquer ser humano. “Essa mulher se divide entre duas servidões. Esta é uma questão humana, de todos nós”, afirma. O tema é fundamental na obra de vários artistas, como Nelson Rodrigues (1912-1980), que trata dele em suas peças e o resume numa de suas famosas frases: “A prostituta só enlouquece excepcionalmente. A mulher honesta, sim, é que, devorada pelos próprios escrúpulos, está sempre no limite, na implacável fronteira”. Marquês de Sade, crítico das restrições morais e religiosas ao comportamento dos homens, chegou a afirmar que “as paixões humanas não passam dos meios que a natureza utiliza para atingir os seus fins”.

 


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