Eventos
Exposição: “Afetividades Eletivas”
rua da Bahia, 2.244
Galeria de Arte do Centro Cultural Minas Tênis Clube
03 de dezembro a 3 de março de 2014
Gratuito
Terça a sábado, das 10h às 20h, e aos domingos e feriados, das 11h às 19h
Galeria de Arte do Centro Cultural Minas Tênis Clube recebe a exposição “Afetividades Eletivas”, que apresenta um significativo conjunto de obras provenientes da coleção de Luiz Sérgio Arantes, mineiro de Uberlândia, radicado em São Paulo, engenheiro e colecionador de obras de arte há décadas. A mostra conta com 150 trabalhos – pintura, escultura, gravura, desenho, fotografia, vídeo e registros de performance –, de cerca de 100 artistas nacionais e estrangeiros. Realizadas nos últimos 40 anos, essas obras permitem tanto a discussão sobre o colecionismo quanto sobre os questionamentos suscitados pela arte contemporânea. “Sempre me interessei por novas tendências e por uma arte que problematizasse sua própria constituição enquanto arte”, ressalta Luiz, que começou sua coleção enquanto ainda era estudante de Engenharia da UFMG.
Com curadoria de Margarida Sant'Anna e do próprio Luiz Sérgio Arantes, o fio condutor da exposição, que será aberta ao público no dia 3 de dezembro, é a relação afetiva do colecionador com suas obras e com as obras dos vários artistas presentes, algumas representadas com trabalhos experimentais, obras ofertadas como gesto de amizade, outras cuidadosamente garimpadas em galerias e leilões, e que, pouco a pouco, eletivamente, foram encontrando seu lugar no conjunto, como que regidas por uma lógica intuitiva.
As obras estão agrupadas em núcleos, tendo em vista o valor intrínseco de cada uma delas e as ideias que determinadas relações permitem discutir: o emprego da letra, da palavra ou da caligrafia como elemento visível constitutivo; o corpo como suporte em diferentes operações artísticas; o espaço questionado pela arte, seja como representação, seja como campo, lugar da experiência; e a arte como questão da arte, na relação com a sua história, com o mercado e com o próprio colecionismo.
Nesses possíveis diálogos, ficam evidenciadas as questões que atravessam o imaginário contemporâneo, a partir do contexto cultural em que as obras foram produzidas. Os núcleos, entretanto, remetem-se uns aos outros, estimulando leituras transversais.
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