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18/03/2012 - Arquitetura Brasileira – O Coração da Cidade
O Instituto Tomie Ohtake realiza em Belo Horizonte, no Palácio das Artes, a exposição Arquitetura Brasileira – O Coração da Cidade – a invenção do espaço de convivência. Com curadoria do arquiteto e professor da FAU Julio Katinsky, O Coração da Cidade – a invenção do espaço de convivência é a segunda exposição do programa Arquitetura Brasileira, iniciativa do Instituto Tomie Ohtake que, desde a sua fundação, contempla a arquitetura, ao lado das artes plásticas e do design – único espaço no Brasil especialmente concebido e projetado para realizar mostras nessas três vertentes. A mostra reafirma a parceria consolidada entre a Fundação Clóvis Salgado e o Instituto Tomie Ohtake, que pôde ser vista, ao longo dos últimos anos, nas exposições “Oscar Niemeyer, Brasileiro Arquiteto Cidadão” (2007), “Sejima+Nishizawa/Sanaa – Flexibilidade Transparência Amplitude” (2008) e “Arquitetura Brasileira – Viver na Floresta” (2011), visitadas por mais de 60 mil pessoas.
Apropriando-se, por um lado, da tese defendida por Gilberto Freyre em “Casa Grande & Senzala” sobre a formação do Brasil e sua cultura contemporânea e, por outro, das contribuições modernas estrangeiras na arquitetura brasileira, principalmente da escola corbusiana, Katinsky reflete sobre o espaço de convivência como vigorosa proposta da arquitetura moderna brasileira para a democratização social. A mostra reúne cerca de 115 projetos, 45 basilares e 70 referenciais, por meio de fotos, além de maquetes, desenhos originais, projeções, reproduções e plantas. Para delinear os espaços, tanto público quanto privado, que promovem o encontro entre as pessoas, o curador destaca na exposição seis grandes eixos: Praça Verde, Prédio sobre a Praça, Grandes Vazios, Minicidade, Praça Cívica e Grandes Coberturas. Para ilustrar a Praça Verde, Katinsky foi buscar no MAM – RJ (1953), de Affonso Eduardo Reidy, na Marquise do Ibirapuera (SP,1954), de Oscar Niemeyer, até na recente praça Victor Civita (SP, 2008), de Adriana Levisky e Anna Julia Dietzsch projetos que reforçassem a convivência, dentro de uma área já vocacionada para tal. Ponto seminal do tema traçado pela curadoria, o edifício do Ministério da Educação e Saúde (RJ,1943), atual Palácio Gustavo Capanema, sinaliza, ao lado do MAC-Niterói (1996) e Edifício Copan (SP, 1950), ambos de Oscar Niemeyer, Edifício Louveira (SP, 1946), de Vilanova Artigas, Conjunto Nacional (SP, 1946), de David Libenskind, o MASP (SP, 1958), de Lina Bo Bardi, entre outros, as construções que souberam ser generosas com a cidade – Prédio sobre a Praça. Segundo o Katinsky, “o Ministério da Educação e Saúde é o único edifício público que devolveu a quadra para a cidade”. O Hospital Sarah Kubitschek (Fortaleza, 2001), de João Filgueiras Lima, a FAU-USP (SP, 1961), de Vilanova Artigas, O Instituto Tomie Ohtake (SP, 2001) e Centro Adamastor (Guarulhos, SP, 2001), ambos de Ruy Ohtake, a Pinacoteca (SP, 1993), de Paulo Mendes da Rocha, a Unilivre (Curitiba 1993), de Domingos Bongestabs são alguns dos muitos exemplos de Grandes Vazios reunidos na mostra. Entre os projetos que acentuam o uso coletivo, funcionando como Minicidades destacam-se as Superquadras (DF, 1974), de Marcílio Mendes Ferreira, Parque Guinle (RJ, 1954), de Lucio Costa, Hospital Sarah Kubitschek (DF, 2008), de João Filgueiras Lima, Conjunto da Serra do Navio (AP,1950), de Oswaldo Bratke, SESC Pompéia (SP, 1990), de Lina Bo Bardi. Já a Praça Cívica, pensada para ser palco de manifestações populares, tem poucos, mas emblemáticos exemplos, principalmente expressos nas obras de Oscar Niemeyer, como a Praça dos Três Poderes (DF, 1960) o Memorial de América Latina (SP, 1987), a Universidade de Constantine (Argélia, 1969) e Le Havre (França, 1982), além do Mube (SP, 1986), de Paulo Mendes da Rocha, e o Pólo de Heliópolis (SP, 2011), de Ruy Ohtake. Por sua vez, o Centro Cultural São Paulo (SP, 1982), de Eurico Prado Lopes, a Estação de Trem Lago Treze (SP, 1985), de João Walter Toscano, Aldeia SOS Amazônia (Manaus, 1994) de Severiano Porto, a Casa Millan (SP, 1985), de Carlos Acayaba, são algumas das Grandes Coberturas que completam a exposição. A mostra Arquitetura Brasileira – O Coração da Cidade – a invenção do espaço de convivência - é uma realização do Instituto Tomie Ohtake, com patrocínio da Holcim. O projeto conta, ainda, com o apoio da Lei de Incentivo à Cultura de Minas Gerais, da Fundação Clóvis Salgado e do Instituto de Arquitetos do Brasil (IAB-MG). Horário: 3ª a sáb., das 9h30 às 21h e Dom., das 16h às 21h Preço: Entrada gratuita Impropriedade: Livre Observações: Data: 2 de fev. a 18 de março Balcão de informações: (31) 3236-7400 Endereço: Avenida Afonso Pena 1.537, Centro - BH Local: Palácio das Artes - Galerias |
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