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Mostra “Mulheres Mágicas” encerra itinerância por Minas Gerais com programação gratuita em Belo Horizonte

Últimas sessões acontecem no dia 3 de julho, a partir das 18h, no Cine Cardume Rodoviária; programação reúne clássicos e obras contemporâneas, seguidas por debate com as curadoras

Após mais de 20 sessões em quatro cidades mineiras, a mostra “Mulheres Mágicas: Reinvenções da Bruxa no Cinema” chega ao fim de sua terceira edição. O encerramento acontece em Belo Horizonte no dia 3 de julho (sexta-feira), com entrada gratuita. A programação, que ocorre às 18h, 19h e 20h no Cine Cardume Rodoviária, reúne sessões para diferentes públicos e percorre desde os primórdios do cinema até produções contemporâneas que reinventam o imaginário da bruxa nas telas. A última exibição da noite será seguida por um debate com as curadoras da mostra, Carla Italiano e Juliana Gusman, além de contar com recursos de acessibilidade.

Durante os meses de abril, maio e junho, a iniciativa circulou por Belo Horizonte, Montes Claros, Uberlândia e Araçuaí, levando a diferentes regiões do estado uma programação dedicada a investigar as múltiplas representações da figura da bruxa no cinema. O projeto articula clássicos e produções contemporâneas de diferentes países e linguagens para refletir sobre como o audiovisual ajudou a construir, transformar e ressignificar imaginários ligados às mulheres, à magia, ao poder, à memória e à dissidência.

Expandindo territórios e ampliando diálogos – A edição de 2026 marcou um novo momento na trajetória do projeto, que até então havia circulado apenas por capitais como Belo Horizonte, Brasília, São Paulo e Rio de Janeiro. Pela primeira vez, a mostra percorreu cidades do interior mineiro, ampliando seu alcance e promovendo exibições e debates em diferentes contextos culturais.

Para a curadora Carla Italiano, a iniciativa revelou o interesse do público por esse tipo de programação em diferentes regiões do estado. "A itinerância por Minas Gerais foi muito bem-sucedida e alcançou os objetivos que motivaram a escrita do projeto. Conseguimos ampliar o diálogo com o público, saindo dos espaços de exibição mais centralizados e levando os filmes e os debates para lugares onde existia um desejo latente por esse tipo de programação. As discussões sobre gênero, sobre a presença das mulheres e de sujeitos dissidentes ao longo da história do cinema despertaram um interesse muito evidente em todas as cidades por onde passamos", afirma.

Segundo a pesquisadora, cada etapa da circulação confirmou a receptividade do público e também transformou a própria equipe da mostra. "Cada cidade apresentou um perfil muito diferente de sala e de público, mas em todas encontramos uma participação muito interessada, especialmente nos debates. Foi assim em Montes Claros, Uberlândia, Araçuaí e também em Belo Horizonte. O projeto alcançou aquilo que almejava: ampliar o acesso a esse tipo de programação e, ao mesmo tempo, ser transformado por esses encontros. Foi muito bonito perceber a sensibilidade do público e a forma como a proposta foi acolhida em todos os lugares", ressalta.

As últimas sessões sintetizam os principais eixos curatoriais da mostra. Às 18h, a sessão infantil reúne os curtas brasileiros "Lulina e a Lua" (2023), de Alois Di Leo e Marcus Vinicius Vasconcelos, e "Déia e Dete" (2025), de Bruna Schelb e Francis Frank, aproximando o universo da fantasia das infâncias e das tradições familiares. Na sequência, às 19h, será exibido "O Reino das Fadas" (1903), clássico de Georges Méliès considerado uma das obras fundamentais do cinema fantástico. O filme revisita personagens e elementos que ajudaram a consolidar muitas das representações da magia presentes na história do audiovisual.

Fechando a programação, às 20h, uma seleção especial reúne três obras que evidenciam diferentes formas de representar as mulheres mágicas no cinema. A sessão apresenta "A Fada do Repolho" (1896/1900), de Alice Guy, um dos primeiros filmes dirigidos por uma mulher e marco da história do cinema; "Tramas do Entardecer" (1943), de Maya Deren, referência do cinema experimental; e o curta brasileiro "Se eu tô aqui é por mistério" (2024), de Clari Ribeiro, que imagina um futuro em que pessoas trans e bruxas compartilham uma mesma experiência de resistência diante das estruturas de poder. A exibição será seguida por um debate com as curadoras Carla Italiano e Juliana Gusman, e contará com recursos de acessibilidade – legendagem descritiva durante a sessão e interpretação em Libras na conversa com o público.

O projeto “Mulheres Mágicas: Reinvenções da Bruxa no Cinema” foi idealizado pela Amarillo Produções Audiovisuais e viabilizado com recursos do Edital 11/2024, Categoria 5 - Mostras e Festivais, da Política Nacional Aldir Blanc (PNAB). A mostra tem coordenação geral de Carla Italiano, Juliana Gusman e Tatiana Mitre, que também assina a produção executiva.

SERVIÇO:

“Mostra Mulheres Mágicas: Reinvenções da Bruxa no Cinema” – Sessão de encerramento
Data: 3 de julho (sexta-feira)
Local: Cine Cardume Rodoviária (Terminal Rodoviário de Belo Horizonte, Piso 3 – Mezanino – Praça Rio Branco, 100 – Centro, Belo Horizonte – MG)
Horário: Sessões às 18h, 19h e 20h

Entrada gratuita, sem necessidade de retirada de ingressos.
Classificação indicativa: Livre a 14 anos (consultar programação)

Realização: Amarillo Produções Audiovisuais
Coordenação geral: Carla Italiano, Juliana Gusman, Tatiana Mitre
Curadoria: Carla Italiano e Juliana Gusman
Produção executiva: Tatiana Mitre
Instagram: @mostramulheresmagicas

Foto: Divulgação

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